18.6.13

d169

estou sem inspiração para posts e (ainda) sem telefone para tirar uma fotografia e desenrascar o assunto.
podia falar do tempo que está uma merda mas agora está sol por isso já não faz sentido.
também podia falar do próximo fim-de-semana que promete ser cheio de animação, mas ainda é terça-feira e isto de viver para o fim-de-semana é um bocado deprimente.
podia falar dos livros novos que comprei mas ainda não é altura para isso, ou das minhas alpercatas lindas.
ou de como é bom estar mais levezinha embora ainda falte um bom bocado...
ou da gelatina de melancia que acabei de lanchar, da coca-cola zero que agora bebo e do fisherman's friend que me leva às lágrimas.
até podia falar do trabalho mas aí os meus dois ou três leitores nunca mais cá voltavam!
sem inspiração nenhuma, uso a melhor técnica que aprendi com a melhor amiga:
"liga o foda-se e faz-te de louca!"
é isso mesmo, um técnica muito útil em variadas situações, testada em animais e humanos e de eficácia comprovada.
às vezes é preciso ligar o "mega foda-se" e fazer-me de "esquizofrénica" mas hoje não é preciso. ainda bem!

17.6.13

d162 - d168

O meu telefone morreu no início das férias e obrigou-me a uma desintoxicação de emails e de posts.
Ao princípio custou mas depois até soube bem desligar das tecnologias e só pensar em praia, livros, petiscos, caminhadas e paddel surf.
Para mim, o Verão já começou!

10.6.13

d159 & d160 & d161

Após dois dias de férias de mesa, de leitura, de convívio e de passeios hoje começaram as férias de praia, de sol e de amor.

7.6.13

d158

Hoje é dia do Coração e de rumar ao Sul para uma semana de "saladas" e descanso.
Depois desta Primavera tão tímida, a "meteo" para os próximos dias faz-me entrar em delírio!

6.6.13

d157

~A minha estrela ~

No azul silento do céu
Brilha uma estrela sozinha
Com certeza que é minha
Tão sozinha como eu

Cansada de mendigar
A esmola de um olhar teu
Fui meus olhos repousar
No azul silento do céu

No firmamento sem fim
Que a mão de Deus encaminha
Talvez com pena de mim
Brilha uma estrela sozinha

A sua luz lembra bem
A que dos teus olhos vinha
Mas a constância que tem
Com certeza que é a minha

Passo as noites a revê-la
Na graça que Deus lhe deu
Ando presa a essa estrela
Tão sozinha como eu

{letra de Hermano Sobral e música de Luísa Sobral}

***

Mais uma música da Ana Moura cujo poema fala da minha estrela.
Interrogo-me se ela ainda lá estará sozinha ou se já (re)encontrou companhia.
Acho que ela já partiu para outra vida e agora eu também já posso ir à minha.
Se calhar vamo-nos encontrar mais depressa do que eu imaginava...

5.6.13

d156 - parte III


"A felicidade é como a beleza, não é fácil de encontrar. Não basta saber ler e escrever, nem se partilha, nem se auto-ajuda. A felicidade como a beleza é uma experiência interior, longe da ágora, distante da democracia. Sofre-se. Contempla-se. É psiquiátrica, a roçar a loucura. A felicidade como a beleza é um sonho obstinado, uma ilíada de naufrágio e fracasso. A felicidade como a beleza é a-geográfica: nem é preciso sair de Lisboa, nem viver em Lisboa. A felicidade como a beleza é terrivelmente difícil, insuportável."

{Manuel S. Fonseca | Escrever é triste}

*

Quando encontramos beleza no sofrimento somos felizes.
Ou, dito de outra forma, é possível sofrer e estar feliz em simultâneo desde que se contemple a beleza.

{Estou a ter um dia um bocado esquizofrénico por isso é natural que os meus dizeres sejam estranhos...}

d156 - parte II

A tese acabou de ser entregue, VIVA!!!

d156

O sonho muito intenso da noite de 21 para 22 de Maio foi assim: 

Estava na praia, junto ao mar, na zona da rebentação. Ao meu lado estava uma mulher com os seus dois filhos gémeos de 3 anos, um menino e uma menina. A mulher e as crianças do sonho são pessoas que eu conheço superficialmente com quem calhou almoçar há cerca de dois meses pois temos amigos em comum.
Veio uma onda grande e o menino foi arrastado. A mãe deu logo um mergulho estiloso e foi apanhá-lo. Em seguida veio uma onda ainda maior e todos tivemos que mergulhar. De repente, estávamos a levar com uma espécie de tsunami em cima. Quando vim à tona, a mãe estava com o menino ao colo e a menina tinha desaparecido. Ela estava a gritar, a chamar pela menina, chamava-lhe um nome querido que entretanto esqueci. Mas nada da menina, nada, nenhum sinal. As águas eram mesmo revoltas e turvas, havia muita espuma e alguns detritos a boiar. Entretanto, a mãe vira costas, tinha um fato de banho verde vivo, e sai água resignada a agarrar com os braços todos o menino que lhe sobrou com muita força e determinação. Eu fico ali, sem saber o que fazer, sem conseguir digerir a situação... Mergulho e vou tentar salvar a menina? O que faço? A mãe foi embora, parece que desistiu de procurar a menina, foi pôr a salvo o menino que lhe sobrou... Ai que angústia! A menina está a afogar-se nestas águas violentas! Socorro!!!
Acordei.

***

Estou há duas semanas a tentar interpretar o sonho. Eu raramente me lembro dos meus sonhos, a minha "tortura" costuma ser a insónia, não o pesadelo.
Numa primeira interpretação, achei que as duas crianças representavam duas perdas que sofri quase em simultâneo por essa altura.
Depois, surpreendentemente, percebi que... A MENINA ERA EU...
Afoguei-me... Noto que é algo que acontece (que deixo acontecer) frequentemente.
Como não depende de mim acabar com os tsunamis... a menina tem que aprender a nadar!

{imagens daqui e daqui}

4.6.13

d155

Já passaram quase duas semanas desde que fomos ao concerto da Ana Moura no Museu do Oriente e finalmente hoje vou escrever sobre este serão.

O ambiente estava muito acolhedor, a sala é pequena e estava cheia. A voz da Ana Moura ao vivo é tão fantástica como nas gravações, não desilude nada, muito pelo contrário, é muito poderosa e natural.

Emocionei-me com diversas músicas, talvez por estar a ouvir fado e ser uma verdadeira portuguesa "piegas", talvez porque os tempos não estão fáceis e quase que basta ver o Doctor House a "judiar" com os pacientes para "ir à lágrima".

A música que estou a ouvir hoje em modo "repeat" chama-se "Fado Alado", cujo poema é do Pedro Abrunhosa (creio que a música também é dele).

É uma música linda, muito portuguesa, que fala de nós, do nosso país, do nosso fado, do nosso modo de amar, do comboio que cada um de nós é, das mercadorias que transportamos na vida e das paragens que fazemos em cada pessoa com quem nos relacionamos.

~ Fado Alado ~

Vou de Lisboa a S. Bento,

Trago o teu mundo por dentro

No lenço que tu me deste.

Vou do Algarve ao Nordeste,

Trago o teu beijo bordado,

Sou um Comboio de Fado

Levo um Amor encantado,

Sou um Comboio de gente.

Sou o chão do Alentejo,

De ferro é o meu beijo,

Tão quente como a Liberdade,

E se não trago saudade

É porque vives deitado

Num Amor que não está parado,

Sou um Comboio de Fado,

Sou um Comboio de gente.

Não há Amor com mais tamanho,

Que este Amor por ti eu tenho,

Voo de pássaro redondo,

Que não aporta no beiral.

Não há Amor que mais me leve,

Que aquele em que se escreve,

Ai... Lume brando, Paz e fogo,

Luz final.

Desço do Porto ao Rossio,

Levo o abraço do rio,

Douro amante do Tejo,

Nos ecos dum realejo,

Chora minha guitarra,

Trazes-me a Paz da cigarra,

Num desencontro encontrado,

Sou um Comboio de Fado.

Se for morrer a Coimbra,

Traz-me da Luz a penumbra,

Do Amor que nunca se fez,

Corre-me o sangue de Inês,

Mostra-me um sonho acordado,

Somos um Povo alado,

Um Povo que vive no Fado

A Alma de ser diferente.

Não há Amor com mais tamanho,

Que este Amor por ti eu tenho,

Voo de pássaro redondo,

Que não aporta no beiral.

Não há Amor que mais me leve,

Que aquele em que se escreve,

Ai... Lume brando, Paz e fogo,

Luz final.

{Pedro Abrunhosa}

3.6.13

d154

Cada vez gosto mais deste Papa Francisco. Hoje recebi um email com a história que transcrevo em baixo e outro com este e este link.

"Pensai numa mãe-solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero baptizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta rapariga que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas!"
{Papa Francisco}

Para além do exemplo das mães solteiras, temos os pais solteiros, os homossexuais, os divorciados, as famílias reconstruídas, os casais diferentes, as pessoas diferentes, os filhos diferentes ou inesperados, os estrangeiros, os forasteiros, os esotéricos, os judeus, os hindus, os ateus e os evangélicos, os ricos no meio dos pobres, os pobres no meio dos ricos, os brancos no meio dos pretos e os pretos no meio dos brancos... Temos que aprender a abrir as nossas portas internas para todos e para cada um. É muito bom que tenhamos um Papa que nos quer acolher a todos de verdade, de igual para igual, não por solidariedade para os "coitadinhos" mas por desejo de justiça e por amor!

*

"Una historia que nos tocó vivir con el entonces Cardenal Bergoglio hoy el Papa Francisco.

Mi esposa , mi hijo Eduardo, mi hija Emilie y yo vivimos hace 3 años en Canadá por temas laborales…hace 6 meses decidimos que ibamos a bautizar a nuestra hija en Argentina y queríamos que el padrino sea mi cuñado Federico Abalsamo, cuando le preguntamos a Federico él nos dijo que a él le encantaría, pero que necesitaba bautizarse para ser padrino.

La familia de mi esposa es una familia mixta judeo-Católica ya que la madre de mi esposa es judía y el padre es Católico…los padres siempre le dieron a ellos la opcion de elgir su religión…mi esposa eligió la
religion católica…la hermana Carolina la religión judía y el hermano Federico siempre estuvo mas cerca del catolicismo, pero nunca se bautizó… entonces esa era una buena oportunidad para el poder hacerlo.

Empezó a averiguar para bautizarse en varia Iglesias y todas le ponían trabas de cursos o trámites burocráticos para hacerlo… por ese motivo, Federico nos llamó y nos agradeció que lo hayamos elegido como padrino, pero que no se había podido bautizar por las trabas que había
encontrado para hacerlo y que dado el corto tiempo que faltaba para el bautismo iba a ser imposible.

Mi esposa no resignandose decidió llamar a la Arquidiócesis de Buenos Aires para intentar hablar con Bergoglio en aquel entonces Cardenal (eso fue aprox el 15 de noviembre de 2012, 3 meses atrás) pudo hablar con la secretaria de Bergolio quien escuchó atentamente toda la historia y le dijo que se lo iba a trasmitir al Cardenal, 15 minutos más tarde sonó el teléfono nuestro… era el mismisimo Bergoglio
llamando para preguntarnos en que nos podía ayudar!!!!!!! No lo conocíamos….no nos conocía… y sin embargo nos llamó!! Mi esposa le contó nuevamente lo que pasaba y la historia familiar… y Bergoglio le dijo que con mucho gusto iba a bautizar a Federico… que vaya ese mismo sábado a la catedral que él mismo lo iba a bautizar!!! Cuando
Bergoglio terminó de bautizar a Federico le dijo que jamás se olvide de sus raíces Judías!!! Increíble persona!! Y como si eso fuera poco Bergoglio se ofreció a Bautizar a mi hija… nosotros no lo podíamos creer…que el mismísimo Cardenal Bergoglio bautice a nuestra hija!!!

El cardenal se tomó la molestia de venir desde su casa a la iglesia de San Martin de Tours un sábado a la tarde a bautizar especialmente a nuestra hija sin conocernos y con la humildad de un grande!

Tuve la alegría de conocerlo y de hablar con él y es una persona extraordinaria… me gustaría mucho que publiquen esta historia porque habla mucho de su humildad … y de como el piensa e interactúa con las religiones hermanas!!! Realmente un ejemplo increible!"

2.6.13

d153

Hoje o dia foi isto. PERFEITO!

1.6.13

d152

O Bonzé voltou para casa, fomos à praia, a prancha de paddel surf foi estreada pela criança {hoje é o dia delas}, passeou-se junto ao mar, tomou-se uma banhoca prolongada na água gelada e leu-se.
Os níveis energéticos estão baixos, tão baixos que espero que amanhã aumentem com a repetição do programa.

31.5.13

d151

"A minha Igreja do futuro não tem portas. Só tem janelas para entrar muita luz. O resto são entradas. Ou estradas. Por onde se caminha e por onde se chega. Por onde se vai ao encontro e se vem ao encontro. A minha Igreja é umas mãos abertas, largas. Está ajoelhada diante do mundo, porque no mundo está Deus. Onde mais Ele podia estar! No céu trancado a sete chaves? Ele está onde deposita o Seu amor. Desconfio que vamos estar muitas vezes sozinhos na minha Igreja do futuro. Mas não estaremos a olhar para nós. Porque a minha Igreja não tem portas. Só tem janelas. Assim Deus entra como luz e sai como nós. Estou convencido que um dia as pedras das catedrais cairão quase todas. Mas vão permanecer as que sustentam os nossos altares e a nossa fé. Um dia ninguém vai querer entrar na minha Igreja, porque ela será o mundo, e no mundo já nós estamos."

{Confessionário}

Já disse ao Confessionário e repito aqui: a minha Igreja do futuro também é esta. Encontramo-nos lá?!

30.5.13

d150 - parte III

Descobri aqui o que nos faz falta na varanda. É linda!

d150 - parte II

Imagens do passeio que dei durante a hora de almoço.

d150

Fartei-me de rir ao experimentar este site. Está demais!
Vou já aproveitar a hora de almoço para me aproximar da imagem da direita: meia hora de caminhada ao sol e ao som de boa música. 
Até já!

29.5.13

d149

"Deus dá-nos sempre o que pedimos, mas ao modo divino."
{Papa Francisco}

Estou a precisar de voltar a sentir que isto é mesmo verdade...

28.5.13

d148

~ Ferramentas espirituais (excertos)  ~

Todos nós andamos em busca de algo. Alguns de nós têm uma noção clara disso, pelo menos temos uma percepção consciente de que algo nos falta. Mas a maior parte do tempo e para a maior parte de nós, não passa de uma dor ligeira e de um vago desejo, que se mantém, tanto em épocas boas, como em tempos difíceis.
(...)
Toda a forma de cuidado é uma energia de fé: desvia a atenção das nossas vontades e sentimentos e transfere-a para um bem maior. É, portanto, uma via de transcendência. Prolonga-se no tempo, o que permite testar a sua sinceridade e autenticidade. É, deste modo, um caminho de transformação porque somos transformados ao perseverarmos como um acto de fé.
(...)
Todas as ferramentas (...) e o próprio cuidado estão concebidos para libertar a nossa capacidade de amar. (...) Concentra-as no âmago do coração onde penetra o amor de Deus…

{Laurence Freeman OSB}

*

Depois de ter o meu pinnie pod de volta, a minha ferramenta espiritual mais importante no sentido literal da palavra, o texto da CMMC desta semana veio mesmo a calhar. Estou numa fase de grande esforço para ter vários cuidados comigo mesma e perseverar todos os dias é um grande acto de fé. Faço-o por mim, por nós e por todos os que gostam de nós, mesmo que não o compreendam. Não sei se os frutos vão ser os esperados mas tenho esperança. Acredito que este caminho nos leva a um lugar melhor e que nos vai trazer ensinamentos importantes para a nossa vida.

27.5.13

d147

O meu pinnie pod esteve avariado durante umas semanas mas hoje voltou à vida.

Ele é um instrumento importantíssimo para o meu equilíbrio e já não aguentava muito mais tempo sem as suas músicas, meditações e relaxamentos.

Um amigo ressuscitou-o e estou-lhe eternamente agradecida, fazia-me tanta falta!

d146

Fomos a pé até à Gulbenkian pela Avenida Duque de Ávila. Passámos no Vélocité mas não ficámos pois não íamos de bicicleta. Levámos a manta, o livro e o ipad e dormimos, lemos,vimos o jogo do benfica e apanhámos muito sol. Voltámos a pé rejuvenescidos com a certeza de que este foi programa a repetir.

26.5.13

d146

Fomos a pé até à Gulbenkian pela Avenida Duque de Ávila. Passámos no Vélocité mas não ficámos pois não íamos de bicicleta. Levámos a manta, o livro e o ipad e dormimos, lemos,vimos o jogo do benfica e apanhámos muito sol. Voltámos a pé rejuvenescidos com a certeza de que este foi programa a repetir.

d145

O Anjo Loiro (S2) fez a Primeira Comunhão e o Crisma!
Há oito anos ela foi ao meu Crisma ainda dentro da barriga da Mãe e ontem chegou a vez dela. Não vou comentar o facto de uma criança ser crismada, apenas espero conseguir estar à altura da responsabilidade de ser sua Madrinha.
Ofereci-lhe um Anjo da Gratidão lindo e loiro como ela.



24.5.13

d143 e d144

Gostava de escrever sobre o lindo concerto da Ana Moura a que fomos há dois dias e sobre o intenso sonho que tive há três noites mas passo os dias numa formação intensa e de ritmo universitário e os serões numa sucessão de tarefas e compromissos. O ritmo só vai abrandar no Domingo.
Hoje o meu Pai faz anos!
Ontem pintei as unhas de cores berrantes e improváveis, para arriscar e "sair da caixa".

22.5.13

d142

"Todos tenham especial cuidado… quando falarem, na consideração e edificação de suas palavras… em tudo procurando e desejando dar vantagem aos outros, estimando-os na sua alma todos, como se fossem os seus superiores, e, exteriormente, tendo-lhes respeito e reverência (Monumenta Inaciana, 601-602).

Portanto, não é suficiente "ouvir" o outro. É preciso "escutá-lo", acolhê-lo internamente na revelação das suas palavras. Inácio parece intuir que é impossível acolher Deus, se, primeiro, não somos capazes de acolher o outro. Só assim, através das conversas espirituais, será possível ajudar as pessoas a tirarem maior proveito e a fazerem maiores progressos na sua vida de relação com Deus, com os outros e com o mundo."

{P. Domingos Freitas sj | daqui}


*

Eu tenho muita dificuldade em escutar as pessoas quando estou irritada, magoada, ofendida e zangada com elas. Sempre fui assim e agora até estou melhor mas continua a ser algo muito difícil para mim.
Hoje não correu muito bem nem muito mal, a ferida ainda é grande e o estrago foi enorme mas valeu-me a enorme vontade e humildade do "outro". Eu sentia-me "seca" por dentro, cheia de medo de cair na mesma "armadilha" e depois apanhar outro grande safanão... Pode ser que com o tempo passe. Se por um lado este "outro" gosta de mim como poucos, em simultâneo é uma das pessoas mais "relacionalmente" desajeitadas que conheço.
Eu gosto da espontaneidade e da verdade, seja bonita ou feia, maravilhosa ou escabrosa, clara ou escura, cheirosa ou pestilenta! Não me dou muito bem em ambientes muito "beatos" e "enlatados" do tipo "vamos ajudar os pobrezinhos" ou "vamos ser solidários com os nossos amigos porque eles precisam de nós"... Eu só gostava que cada um fosse como é... e que estivesse tudo bem na mesma.

21.5.13

d141

Este texto que "caiu" na minha caixa de email adequa-se a muitas coisas que vivo e que vivi e sei que me vai ser muito útil no futuro.

A dor do luto, a ira contra Deus e contra mim própria, o sentimento de traição e de falhanço... e o Anjo da Vida e da Esperança lá atrás, a olhar para mim e a sorrir.

A recordação do olhar dum moribundo que conheci na adolescência e que estava "lá"... E que me encheu de amor e de esperança.

O difícil que é acompanhar e ser acompanhada nas situações de perda. Verificar que é mesmo o nosso egocentrismo que nos impede de estar lá para o outro e sentir compaixão. Acompanhar o outro é uma ARTE e claramente não é para todos!

*

"A oração profunda ensina-nos o que ensina o anjo da morte. Quando o meditante atinge a pobreza de espírito, é como se fosse uma experiência de morte. A pobreza significa olhar firmemente para o vazio, cujo significado, ao princípio, nos escapa. É a dolorosa consciência de que tudo o que esperámos ou sonhámos que iria durar para sempre traz consigo uma data de validade escondida. A pobreza significa reconhecer que não somos auto-suficientes e que dependemos de uma realidade que não conseguimos definir para a nossa própria existência.

 A nossa vida é alterada, ameaçada e tornada ainda mais frágil através dessa descoberta. Ao princípio, sentimos a náusea da morte, o sentimento desagradável da perda e da privação por que passamos, sempre que os relacionamentos se desfazem ou as expectativas são frustradas ou o que era fiel demonstra ser infiel. A este sentimento, segue-se a dor do luto, muitas vezes, à mistura com uma ira face a Deus, à vida, ao moribundo ou ao que morreu, ou ao nosso próprio corpo por nos deixar ficar mal. Dando cor a estes sentimentos, poderemos encontrar a amargura da culpa ou da vergonha por estarmos a morrer e implicados com esse terrível, mal-vindo e estranho tabu da morte. Todas as separações desencadeiam a ansiedade primária da traição, de nos sentirmos abandonados às forças nuas da natureza. Mas, ao lutarmos com o anjo terrível, descobrimos que ele não é um inimigo, mas um amigo. Um mensageiro de Deus, da vida, não da morte. À medida que surgem as nossas reacções complexas ao mensageiro, aparecem momentos felizes de pura imersão no vazio que é o Espírito. Então, vemos o vazio como a plenitude de potencial, uma abundância de vida que surge, um vazio que não temos que evitar. 

Vemos isto, às vezes, nos olhos das pessoas que estão muito doentes ou a morrer. Nas profundezas da sua alma, elas testemunham os embates dos exércitos de sentimentos, que, sucessivamente, se retiram e se enfrentam novamente. Há momentos em que os olhos se enchem de uma paz e sabedoria que constituem uma bênção para todos os que os vêem. Aqueles a quem viemos consolar, consolam-nos. Aqueles que pensámos que seriam o objecto da nossa compaixão viram as coisas do avesso e são os nossos fardos da vida que são por eles aliviados.

Há uma forma de estar com alguém que está a morrer que permite evitar a armadilha de nos sentirmos estranhos e inúteis. É, simplesmente, ser um companheiro. Estar em contacto com a nossa própria mortalidade. Recordarmo-nos de que também nós estamos a morrer. Aprender com aqueles a quem estamos a servir. Por mais alheada que uma pessoa esteja, ela irá valorizar o companheirismo. Ser-se um companheiro verdadeiro e valioso, não nos afastando quando nos sentimos afastados, é o que está no coração da compaixão. É um fruto de estarmos confortáveis connosco mesmo. Ser companheiro de outra pessoa é viver a verdade de que o estar sozinho não é aquela solidão que, inicialmente, tememos que fosse. É, simplesmente, a condição de sermos a pessoa que Deus chama à existência: uma pessoa que, na sua mais profunda natureza, é amada e capaz de retribuir amor.

A arte do acompanhamento humano desenvolve-se na oração profunda. Meditar com outra pessoa é descobrir uma intimidade e amizade espiritual no silêncio que é inexplicável a outros níveis de relacionamento. As barreiras do medo e da formalidade desabam quando partilhamos o labor do silêncio interior. Em certos momentos, o estar verdadeiramente presente com os que estão a morrer depende de conseguirmos ultrapassar o centramento em nós próprios. Transcendê-lo significa buscar a impotência dentro de nós mesmos, essa que, instintivamente, evitamos e de que fugimos. Poderemos gostar de olhar esta "pobreza em espírito" a uma distância segura e marcar encontro com ela para mais tarde. Gostamos de ler textos sobre ela e de ouvir outras pessoas descrevê-la. Mas tudo fica em causa quando decidimos atravessar a fronteira da pobreza em pessoa, passando da terra da ilusão para o reino da realidade. Quando o fazemos, saboreamos as alegrias do Reino de Deus nesta vida."

{Laurence Freeman OSB | "Oração Profunda e Acompanhamento" (excerto)}

20.5.13

d140

Foi muito bom voltar ao trabalho e ter esta boa notícia. Com a Primark aqui tão perto as minhas horas de almoço vão ser a loucura! Se calhar ainda desisto do gym e passo a ir exercitar-me na feira coberta!

19.5.13

d139

Saímos do carro e já pingava mas mesmo assim fomos caminhar na praia. Quinze minutos depois começou mesmo a chover por isso invertemos a marcha e acelerámos o passo. Ao chegar ao ponto de partida o sol apareceu, fizemo-nos de loucos e fomos tomar um banho no mar. Ainda secámos um pouco ao sol e ao vento e regressámos a casa revigorados e desejosos de um banho quente e de um almoço reconfortante.

Precisávamos de mais uns dias de descanso mas amanhã voltamos à luta. Não há grande problema, daqui a três semanas estamos de férias no Algarve outra vez!

18.5.13

d138

Caminhámos longamente pelo campo, atirámo-nos ao mar apesar do céu não estar muito azul, apanhámos sol numa esplanada e terminámos o passeio com a Missa de Pentecostes.
Neste momento esperamos que o soufflé venha do forno para mesa acompanhar uns excelentes bifes de vaca grelhados.

17.5.13

d137

"Perceber o essencial, distinguir o acidental, o que pode e não pode mudar, o que deve e não deve mudar..."
{A. Costa Silva}

O Espírito é este!

Com chuva de manhã, vento, nuvens e sol à tarde, não deixamos de passear longamente pela praia, de tomar banhos de sol e de esticar o corpo num puff a ler no terraço.

Só quando páro é que me apercebo de como estava tão cansada...

Só gostava de voltar com mais Espírito!

16.5.13

d136

Deixámos o Bonzé no hospital e rumámos a Sul. Estamos a apanhar sol numa esplanada, tão bom!