3.8.14

Spa em casa

Água fria, sal e gelo na banheira.
Pernas de molho durante meia hora ou mais (aproveitei para escrever o post de hoje à tarde).
Um banho fresco no final com produtos cheirosos.

Efeito spa a custo (quase) zero, pernas leves e tornozelos magrinhos.

Os cueiros da menina

Quem tem primos tem tudo.
Para além de receber beijinhos e festinhas na barriga, ainda herda roupas lindas (e berços, lençóis, carrinhos,...).

Mas nem tudo é em segunda mão, a avó cegonha ofereceu este conjunto lindo demais.

2.8.14

A pança

A pança está grande e boa. A foto é do fim-de-semana passado, na melhor praia do mundo. Neste fim-de-semana estou em casa a tentar organizar 300.000 bodies, cueiros e fofos que me emprestaram as minhas irmãs e cunhada. Não percebo nada do assunto e não consigo adivinhar se ela vai ser grande ou pequena, se vai estar frio ou calor daqui a dois meses e picos, e se a vou gostar de ver com algum azul dos primos brasileiros...

No trabalho, quando ficou claro que eu transportava dois cérebros, resolveram tirar partido dessa habilidade temporária e ofereceram-me a oportunidade de trabalhar por dois. O trabalho é muito mais giro que o anterior, o que ajuda bastante, e embora gravidez seja saúde e não doença, o stress e o sedentarismo não são o lifestyle mais adequado.

Estou quase de férias! Vou penar nos dois dias de trabalho que faltam mas depois vou ter 20 dias de perna esticada, banhos no mar e caminhadas na areia - a minha verdadeira vocação!

E o nome, estamos em crise existencial. Madalena ou Mariana? O pai da criança (este sabe-se quem é) está muito indeciso e não vão ser duas fraldas bordadas com Madalena e uma medalha que comprámos na Madeleine que vão condicionar a decisão. Eu gosto dos dois, do nome e do significado, se pudesse adivinhar qual é que ela iria preferir...

Tomar decisões com filhos é desafiante, toda a gente diz, a escolha do nome é apenas um vislumbre do que nos espera.

Vou tentar escrever mais nas férias, fotografar mais com o meu espertinho que não é fantástico mas serve, registar acontecimentos.

Os primos brasileiros estão cá, o S8 foi baptizado e eu estou apaixonada pelo meu afilhado fofo e cheio de personalidade, o S6 é um maroto lindo e cheio de sotaque, as primas estão malucas com os primos e com a prima que vai chegar (as minhas babysitters!).

Volto em breve!

4.7.14

Madeleine

A Madalena já foi à Madeleine.

Muito trabalho

Devia ser considerado trabalho infantil trabalhar mais que 8 horas com um bebé de 6 meses na barriga.

19.6.14

Paris

O que eu espero para os próximos dias é sol,algum calor, descontracção e muito passeio.



Desta vez não me posso deliciar com crèpes Nutella...

2.6.14

Agenda

Nunca mais escrevi aqui pois andei muito ocupada a organizar uma despedida de solteira. A noiva de Las Vegas virou noiva tradicional e vai ter um casamento à antiga.

A DS foi mesmo gira, o São Pedro colaborou e foi um dia em cheio que acabou às 3 da manhã no RiR com o Justin Timberlake (eu baldei-me a esta parte, acho que barrigão e noitadas ao domingo à noite não combinam...).
Agora é só esperar pelo dia 20 de Setembro, esforçar-me para manter a mobilidade até lá (ajudava não passar os 12 kg!) e pedir à criança que só saia do pacote depois.

23.5.14

Summer

Hoje apetecia-me ir viver dentro deste post!

22.5.14

50%

A Madalena está carregada a 50%.
Está a passar tão depressa!

19.5.14

Sabe bem ter um inimigo

Estás instalado numa inimizade antiga. Achas que tens motivos para estares zangado com a pessoa que, segundo a sua perspectiva, se opôs a ti. Talvez ela o tenha feito e talvez ela te tenha traído ou até caluniado. De qualquer modo, os teus sentimentos de hostilidade tornaram-se uma fonte perversa de alimentação e energia. Sabe bem ter um inimigo, quase tão bem como ter um amigo. A energia que pomos na inimizade reduz a que podemos investir nos nossos amigos; mas não gostamos de ver isso nem de o admitir. Talvez a causa original do conflito tenha desaparecido da tua memória.  É uma história tão antiga que se torna embaraçoso tentar vê-la de novo, sob outra luz, e reparar como ela se tornou agora banal e ultrapassada. Em vez de nos abrirmos a uma discussão racional, pomos um interdito no portão do nosso bloco de segurança,  negando a admissão ao inimigo.

E, um belo dia, o teu inimigo estende-te a mão. Ou manda-te uma palavra para reiniciar o diálogo. Ao princípio sentes-te ofuscado, depois indignado e a seguir confundido em relação ao que hás-de fazer. Mas a graça ainda não aconteceu, até conseguires olhar de novo para o teu inimigo.

{Laurence Freeman OSB}

14.5.14

Pequeno-almoço

Não percebo a mania de triturar legumes verdes pela manhã para fazer sumos detox.
Eu prefiro comê-los inteiros, numa salada.
O pequeno-almoço não tem que ser uma refeição doce.

{No outro dia, em casa dos meus pais, comi pombo bravo estufado com salada ao pequeno-almoço. As minhas sobrinhas ficaram com os olhos em bico, mas sempre que vêem ovos mexidos de manhã dizem logo que também querem e até lambem o prato!.}

Meditação sim, medicação não.

Há mais de dois meses que não medito NADA, tenho saudades mas não me decido a recomeçar.
Todas as quartas-feiras há algo que me impede de ir à reunião e hoje não é excepção.

Tinha guardado no Pocket esta entrevista  para ler mais tarde. Ontem, quando a li no metro, fiquei mesmo consciente da falta que a meditação me faz. 

Meditação sim, medicação não.

{Acredito mesmo que se meditássemos mais tomávamos menos drogas, gastávamos meia hora por dia mas poupávamos muitos €€€€€€.}

9.5.14

O primeiro filho

(texto do Miguel Esteves Cardoso que vale mesmo a pena ler, roubado daqui)

Desde que a Maria João e eu fizemos dez anos de casados que estou para escrever sobre o casamento. Depois caí na asneira de ler uns livros profissionais sobre o casamento e percebi que eu não percebo nada sobre o casamento.

Confesso que a minha ambição era a mais louca de todas: revelar os segredos de um casamento feliz. Tendo descoberto que são desaconselháveis os conselhos que ia dar, sou forçado a avisar que, quase de certeza, só funcionam no nosso casamento.
Mas vou dá-los à mesma, porque nunca se sabe e porque todos nós somos muito mais parecidos do que gostamos de pensar.
O casamento feliz não é nem um contrato nem uma relação. Relações temos nós com toda a gente. É uma criação. É criado por duas pessoas que se amam. 
O nosso casamento é um filho. É um filho inteiramente dependente de nós. Se nós nos separarmos, ele morre. Mas não deixa de ser uma terceira entidade.
Quando esse filho é amado por ambos os casados - que cuidam dele como se cuida de um filho que vai crescendo -, o casamento é feliz. Não basta que os casados se amem um ao outro. Têm também de amar o casamento que criaram.
O nosso casamento é uma cultura secreta de hábitos, métodos e sistemas de comunicação. Todos foram criados do zero, a partir do material do eu e do tu originais.
Foram concordados, são desenvolvidos, são revistos, são alterados, esquecidos e discutidos. Mas um casamento feliz com dez anos, tal como um filho de dez anos, tem uma personalidade mais rica e mais bem sustentada, expressa e divertida do que um bebé com um ano de idade.
Eu só vivo desta maneira - que é o nosso casamento - vivendo com a Maria João, da maneira como estamos um com o outro, casados. Nada é exportável. Não há bocados do nosso casamento que eu possa levar comigo, caso ele acabe.
O casamento é um filho carente que dá mais prazer do que trabalho. Dá-se de comer ao bebé mas, felizmente, o organismo do bebé é que faz o trabalho dificílimo, embora automático, de converter essa comida em saúde e crescimento.
Também o casamento precisa de ser alimentado mas faz sozinho o aproveitamento do que lhe damos. Às vezes adoece e tem de ser tratado com cuidados especiais. Às vezes os casamentos têm de ir às urgências. Mas quanto mais crescem, menos emergências há e melhor sabemos lidar com elas.
Se calhar, os casais apaixonados que têm filhos também ganhariam em pensar no primeiro filho que têm como sendo o segundo. O filho mais velho é o casamento deles. É irmão mais velho do que nasce e ajuda a tratar dele. O bebé idealmente é amado e cuidado pela mãe, pelo pai e pelo casamento feliz dos pais.
Se o primeiro filho que nasce é considerado o primeiro, pode apagar o casamento ou substitui-lo. Os pais jovens - os homens e as mulheres - têm de tomar conta de ambos os filhos. Se a mãe está a tratar do filho em carne e osso, o pai, em vez de queixar-se da falta de atenção, deve tratar do mais velho: do casamento deles, mantendo-o romântico e atencioso.
Ao contrário dos outros filhos, o primeiro nunca sai de casa, está sempre lá. Vale a pena tratar dele. Em contrapartida, ao contrário dos outros filhos, desaparece para sempre com a maior das facilidades e as mais pequenas desatenções. O casamento feliz faz parte da família e faz bem a todos os que também fazem parte dela.
Os livros que li dão a ideia de que os casamentos felizes dão muito trabalho. Mas se dão muito trabalho como é que podem ser felizes? Os livros que li vêem o casamento como uma relação entre duas pessoas em que ambas transigem e transaccionam para continuarem juntas sem serem infelizes. Que grande chatice!
Quando vemos o trabalho que os filhos pequenos dão aos pais, parece-nos muito e mal pago, porque não estamos a receber nada em troca. Só vemos a despesa: o miúdo aos berros e a mãe aflita, a desfazer-se em mimos.
É a mesma coisa com os casamentos felizes. Os pais felizes reconhecem o trabalho que os filhos dão mas, regra geral, acham que vale a pena. Isto é, que ficaram a ganhar, por muito que tenham perdido. O que recebem do filho compensa o que lhe deram. E mais: também pensam que fizeram bem ao filho. Sacrificam-se mas sentem-se recompensados.
Num casamento feliz, cada um pensa que tem mais a perder do que o outro, caso o casamento desapareça. Sente que, se isso acontecer, fica sem nada. É do amor. Só perdeu o casamento deles, que eles criaram, mas sente que perdeu tudo: ela, o casamento deles e ele próprio, por já não se reconhecer sozinho, por já não saber quem é - ou querer estar com essa pessoa que ele é.
Se o casamento for pensado e vivido como uma troca vantajosa - tu dás-me isto e eu dou-te aquilo e ambos ficamos melhores do que se estivéssemos sozinhos -, até pode ser feliz, mas não é um casamento de amor.
Quando se ama, não se consegue pensar assim. E agora vem a parte em que se percebe que estes conselhos de nada valem - porque quando se ama e se é amado, é fácil ser-se feliz. É uma sorte estar-se casado com a pessoa que se ama, mesmo que ela não nos ame. 
Ouvir um casado feliz a falar dos segredos de um casamento feliz é como ouvir um bilionário a explicar como é que se deve tomar conta de uma frota de aviões particulares - quantos e quais se devem comprar e quais as garrafas que se deve ter no bar, para agradar aos convidados.
Dirijo-me então às únicas pessoas que poderão aproveitar os meus conselhos: homens apaixonados pelas mulheres com quem estão casados. 
E às mulheres apaixonadas pelos homens com quem estão casadas? Não tenho nada a dizer. Até porque a minha mulher continua a ser um mistério para mim. É um mistério que adoro, mas constitui uma ignorância especulativa quase total. 
Assim chego ao primeiro conselho: os homens são homens e as mulheres são mulheres. A mulher pode ser muito amiga, mas não é um gajo. O marido pode ser muito amigo, mas não é uma amiga. 
Nos livros profissionais, dizem que a única grande diferença entre homens e mulheres é a maneira como "lidam com o conflito": os homens evitam mais do que as mulheres. Fogem. Recolhem-se, preferem ficar calados.
Por acaso é verdade. Os livros podem ser da treta mas os homens são mais fugidios.
Em vez de lutar contra isso, o marido deve ceder a essa cobardia e recolher-se sempre que a discussão der para o torto. Não pode ser é de repente. Tem de discutir (dizê-las e ouvi-las) um bocadinho antes de fugir.
Não pode é sair de casa ou ir ter com outra pessoa. Deve ficar sozinho, calado, a fumegar e a sofrer. Ele prende-se ali para não dizer coisas más. 
As más coisas ditas não se podem desdizer. Ficam ditas. São inesquecíveis. Ou, pior ainda, de se repetirem tanto, banalizam-se. Perdem força e, com essa força, perde-se muito mais.
As zangas passam porque são substituídas pela saudade. No momento da zanga, a solidão protege-nos de nós mesmos e das nossas mulheres. Mas pouco - ou muito - depois, a saudade e a solidão tornam-se insuportáveis e zangamo-nos com a própria zanga. Dantes estávamos apenas magoados. Agora continuamos magoados mas também estamos um bocadinho arrependidos e esperamos que ela também esteja um bocadinho.
Nunca podemos esconder os nossos sentimentos mas podemos esconder-nos até poder mostrá-los com gentileza e mágoa que queira mimo e não proclamação. 
Consiste este segredo em esperar que o nosso amor por ela nos puxe e nos conduza. A tempestade passa, fica o orgulho mas, mesmo com o orgulho, lá aparece a saudade e a vontade de estar com ela e, sobretudo, empurrador, o tamanho do amor que lhe temos comparado com as dimensões tacanhas daquela raivinha ou mágoa. Ou comparando o que ganhamos em permanecer ali sozinhos com o que perdemos por não estar com ela.
Mas não se pode condescender ou disfarçar. Para haver respeito, temos de nos fazer respeitar. Tem de ficar tudo dito, exprimido com o devido amuo de parte a parte, até se tornar na conversa abençoada acerca de quem é que gosta menos do outro.
Há conflitos irresolúveis que chegam para ginasticar qualquer casal apaixonado sem ter de inventar outros. Assim como o primeiro dever do médico é não fazer mal ao doente, o primeiro cuidado de um casamento feliz é não inventar e acrescentar conflitos desnecessários. 
No dia-a-dia, é preciso haver arenas designadas onde possamos marrar uns com os outros à vontade. No nosso caso, é a cozinha. Discutimos cada garfo, cada pitada de sal, cada lugar no frigorífico com desabrida selvajaria.
Carregamos a cozinha de significados substituídos - violentos mas saudáveis e, com um bocadinho de boa vontade, irreconhecíveis. Não sabemos o que representam as cores dos pratos nas discussões que desencadeiam. Alguma coisa má - competitiva, agressiva - há-de ser. Poderíamos saber, se nos déssemos ao trabalho, mas preferimos assim. 
A cozinha está encarregada de representar os nossos conflitos profundos, permanentes e, se calhar, irresolúveis. Não interessa. Ela fornece-nos uma solução superficial e temporária - mas altamente satisfatória e renovável. Passando a porta da cozinha para irmos jantar, é como se o diabo tivesse ficado lá dentro.
Outro coliseu de carnificina autorizada, que mesmo os casais que não podem um com o outro têm prazer em frequentar, é o automóvel. Aí representamos, através da comodidade dos mapas e das estradas mesmo ali aos nossos pés, as nossas brigas primais acerca das nossas autonomias, direcções e autoridades para tomar decisões que nos afectam aos dois, blá blá blá.
Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar.

7.5.14

Madalena


Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu.

Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra.

Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide.

Até a lua se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco alegre ou triste.

[Ivan Lins / Ronaldo Monteiro de Souza]

1.5.14

Praia

Um dia de verão.

29.4.14

Julgar não é o meu trabalho

Se estivermos a começar ou quisermos começar de novo, tentemos começar por desistir de julgar. "Não julgueis para não serdes julgados". Há uma arte de julgamento que os seres humanos só poderão aprender se renunciarem completamente ao julgamento. É-nos quase impossível julgar positivamente sem orgulho ou negativamente sem condenação. O verdadeiro julgamento, possível apenas para aqueles que renunciam ao direito de julgar, permite-nos ver o exacto significado e valor de tudo, no contexto, em perspectiva e em amor. Como isto está, habitualmente, para lá das nossas capacidades, é melhor deixá-lo para Deus.

{Laurence Freeman OSB | Segunda feira da 4ª semana da Quaresma 2014}

*

Quando é que aprendo isto?...

Perfeccionismo

O perfeccionismo, claro está, é o inimigo de todas as virtudes.

{Laurence Freeman OSB}

28.4.14

Todos temos a hipótese de ser santos

«Há canonizações: canonizados e a canonizar. Deveria existir uma outra categoria: santos não canonizados e santos incanonizáveis. Para os santos não canonizados, a Igreja arranjou uma festa, a Festa de todos os Santos. É suposto que, se houvesse quem se ocupasse de fazer uma selecção, pelo menos muitos deles, também seriam canonizados. Teriam de preencher as exigências padronizadas, as canónicas. Isto é, cumpririam os requisitos previstos para receberam o diploma de santo. A questão, como em tudo, é ter ou não currículo.

Tudo isto levanta um problema: Jesus permitiu-se andar com quem não tinha currículo de santo. Os seus contemporâneos mais zelosos também achavam que Ele não tinha nada de santo. Tinha mais de diabólico. Leiam os seguintes textos e concluam: Mc 2; Mt 12, 22-32.

Entre aqueles que foram condenados pelas Inquisições, que morreram excomungados, que estavam abrangidos pelo slogan eclesiástico: fora da Igreja não há salvação, contam-se, certamente, muitos santos. São os desalinhados ou incanonizáveis. Considerando, além disso, a História da Humanidade e a vontade universal de salvação por parte de Deus, teremos de concluir que a grande maioria dos santos é feita de desalinhados.  

Seria bom habituarmo-nos a não medir a misericórdia de Deus pelas leis que fabricamos na Igreja ou fora dela. O beatério não é o melhor juiz para avaliar os misteriosos desígnios de Deus.

Quem desejar conhecer os degraus todos que é preciso subir até à canonização, pode ir à internet e encontra tudo explicadinho, com todas as referências aos documentos promulgados pelo Vaticano, sobretudo na década de 80 do século passado, e poderá fazer o seu juízo próprio sobre aquilo que acabámos de evocar.

É preciso abandonar as imagens formatadas da santidade para passar a pessoas que neste mundo querem seguir os caminhos pouco ortodoxos de Jesus.

Boa Páscoa.»

{Frei Bento Domingues, O.P. | Para o tempo das canonizações}

mini-férias

A época balnear de 2014 vai começar já no dia 1.

Trabalhar

Gosto muito do meu local de trabalho, é quente e luminoso, tem todo o conforto que podia desejar.
Gosto muito de encontrar outras pessoas e de estar numa equipa.
Gosto de almoçar na copa e de beber chá à secretária.
Gosto desta vida mas às vezes apetece-me ficar em casa, trabalhar em casa, poder dormir 10 minutos a seguir ao almoço no sofá e ter o silêncio que é impossível num open-space.
Hoje gostava de ter ficado em casa, gozar a casa, estar comigo mesma, ao meu ritmo.

27.4.14

Domingo de sol e leitura

Não tenho o hábito de ficar em casa quando está sol, é costume ir à praia, ao jardim ou à esplanada.
Hoje passei a tarde na varanda a ler um livro e a apanhar sol. Soube tão bem que acho que vou repetir o programa mais vezes.

20.4.14

Abraço de Páscoa

Estas eram as imagens da Páscoa do ano passado que ficaram esquecidas no computador dos meus pais, mas servem perfeitamente para este ano. Boa Páscoa!

17.4.14

Traição

«Enquanto ceavam, Jesus exclamou: "Digo-vos solenemente que um de vós me vai trair".

Se não corrermos o risco de traição, nunca poderemos aprender a amar. No entanto, o risco, funciona nos dois sentidos: podemos ser traídos por aqueles em quem depositamos uma confiança absoluta. Estes são as pessoas com quem – e através de quem – nos tornamos mais vulneráveis. São, também, quem nos pode proporcionar a maior felicidade. Mas existe, igualmente, o risco de podermos trair quem amamos. Não gostamos de nos ver como traidores e, muitas vezes, é inadvertidamente e sem querer que, realmente, traímos aqueles que se tornaram vulneráveis a nós e através de nós. Depois, procuramos desculpas para a nossa traição, negamos o que fizemos ou tentamos subestimar a gravidade do seu impacto. "Foi uma coisa ocasional, não o leves demasiado a sério". Ser decepcionado ou decepcionar alguém é sempre perdoável, mas raramente o é de modo instantâneo.

Uma vez que tenhamos traído – ou tenhamos sido traídos –  o mal está feito. O segredo, como Jesus nos mostra, é sermos totalmente sinceros sobre o assunto e confrontarmos a negação que acompanha este fracasso
, tão vergonhoso e humilhante entre todos os assuntos pessoais. Com efeito, só somos traídos se nós próprios permitirmos que nos traiam. Para evitarmos encolhermo-nos e rejeitarmos, como reacção ao desapontamento ou à rejeição, devemos manter o canal que sara aberto no próprio momento em que a ferida é infligida.

É estranho que este aspecto tão humano e doloroso dos relacionamentos entre as pessoas possa abrir a porta à natureza da divindade e à nossa própria divinização.»

 {Laurence Freeman OSB, 4ª feira da Semana Santa 2014}

*

O grande desafio é aprender a perdoar logo no momento da traição. Isso é trabalho de Deus, sem dúvida nenhuma.
Depois de desinflamar (o que pode levar desde uns minutos até vários anos) é mais fácil desculpar e repor a relação, mas na hora H... quem consegue? Quem se perdoa a si próprio na hora em que faz uma grande asneira? Ou, quem consegue ver logo que realmente está a fazer uma grande asneira?

*

Índia

Há três anos atrás a Páscoa foi indiana.

Por coincidência, ontem calhou ler no pocket este texto sobre a Índia que me trouxe à memória tantas experiências vividas naqueles dias. Não conheci tanto a Índia como o autor do blog e realmente a Índia não é um destino fácil, mas quem gosta (e sobrevive!) fica com o bichinho de voltar um dia.

14.4.14

A paternidade e a maternidade

«A paternidade biológica é um momento, a maternidade é um processo longo, de comunhão e de desapego.
A paternidade é mais um desejo feito apego, no fundo é sempre uma adopção, no fundo é um acto de fé; mas a maternidade prima por ser um exercício de esperança.»

{Vasco Pinto de Magalhães sj, O Olhar e o Ver}

Foi para ficar por dentro do assunto da paternidade e da maternidade que fui reler este livro. Todo o capítulo vale a pena ser partilhado mas para já fica este trecho e a fotografia da página de onde o tirei.

Identifico-me tanto com as palavras do P. Vasco que a primeira vez que as li (há mais de um ano) até chorei de emoção.

Estou a viver a maternidade longa, a da esperança, da comunhão e do desapego. Chegou a hora de viver esta experiência e estou radiante. Espero que seja uma de cada vez.

10.4.14

Por dentro

Para saber o que se passa 'por dentro' não basta fazer uma ecografia. Este livro ajuda a identificar os movimentos emocionais, foi por isso voltei a lê-lo.